domingo, 31 de maio de 2009

Sobre a Liberdade (no exato momento)

Sabe quando você imagina escrever um texto e acaba lendo um que traduz exatamente o que você escreveria? então aqui está um exemplo...

Impor limites não é uma estratégia, não é uma falta de liberdade, é uma libertaçãoÉ preciso se conhecer muito e ter muita sensibilidade e respeito por si e pelo outro para ter a sinceridade de dizer: comigo você só poderá chegar até aqui. Porque o meu limite acaba sendo o de alguém também.É como um aviso: se você tentar ir além, vai invadir, estragar, tentar corromper e eu não quero, não deixo. É pedir pro outro que desenvolva certa sensibilidade.Não há mal nenhum em saber dizer que a gente só pode, por enquanto, ir até aquele determinado ponto. Isso é de um profundo respeito por todo mundo.

Quem sabe impor limites aprendeu a dizer um não sincero, em vez de dizer sim e fugir depois agoniado deixando alguém num deserto de dúvidas sobre o que possa ter acontecido. Quem aprendeu a impor limites, aprendeu também a não se magoar com os nãos sinceros que recebeu, mas a agradecê-los.Quem acha que ser livre é não ter limites, acaba sendo escravo de um comportamento, de um vício, de uma alegria, de uma convicção, de um relacionamento que não se pontua nunca. Isto é limitador. Ser livre é saber estabelecer limites dentro daquele contexto e ainda assim poder olhar pro mundo e para si próprio com uma visão ilimitada:_o que significa saber que tudo é impermanência: estou e quero algo assim hoje, este é o limite agora, mas tudo é provisório porque eu posso tudo e respeito o Universo que me permeia, e quero estar aberto a todas as outras possibilidades.

Quem aprende a impor limites, também aprende a compreender o mundo, as delimitações, as deficiências alheias e as próprias. E quando seria uma situação de mágoa, sabe que por mais que lhe pareça desagradável a atitude do outro, isto deve ser o melhor que ele tenha a oferecer naquele momento, é o seu limite, o que não o reduz a ele.

Ontem comecei uma pintura abstrata numa caixa de papelão....a idéia era deixar a mão fluir em liberdade para criar. Fiz os contornos em preto com toda a fluidez da minha imaginação. Em determinado momento, senti vontade de preencher com cores os espaços demarcados. E foi aí que descobri: eu não queria que o meu verde invadisse o roxo, mudaria absolutamente a cor.Eu queria exatamente aquilo: as duas cores próximas, em harmonia, mas com o traço preto delimitando seus espaços, para que todos pudessem se sobressair na sua peculiaridade e para que, no coletivo, brilhassem juntos. E para isso, eu precisei criar barreiras para impossibilitar as cores de se misturarem.

Pintando a minha caixa de papelão foi quando descobri que estabelecer os meus limites fazia parte daquele meu momento da mais total liberdade de expressão.

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Marla de Queiroz.


Muito obrigado Marla por este texto maravilhoso.

e a todos (sim, agora estou tendo mais visitas) voltem sempre.

domingo, 10 de maio de 2009

Laissez-faire, laissez-passer com Champagne

Vou começar por explicar que esse texto é uma re-leitura de um outro texto meu que eu decide por não postar porque era muito depressivo não só muito como extremamente depressivo. Não que as coisas tenham mudado drasticamente para um positivo completo, mas é que o tempo e a rotina estão ocupando a minha cabeça e meu coração.

Vamos lá,

A idéia se deu numa madrugada perdida, sem tv, sem pc e sem sono...
A paixão se compara ao Champagne perfeitamente.
Assim como a bebida a paixão se divide em três estágios clássicos. Primeiro: Hummm levemente adocicado, meio azedinho também e ai que delicia essas bolhinhas fazem cócegas na garganta... Mais uma taça por favor! Segundo: Isso é muito bom!!! Me sinto leve, realizada, segura e feliz....como estou feliz! Deixe a garrafa, por favor meu bem!!! Terceiro: PUTA QUE PARIU!!!! Que dor de cabeça infernal....ai vou pro banheiro! Tô péssima! Parece que um trem passou por cima de mim!

E é assim...alguns são apanhados pela paixão uma vez e nunca mais tem coragem de se arriscar a viver ela novamente. Outros correm o risco e mesmo sabendo que o fim pode ser trágico se jogam de cabeça na paixão e se embebedam sem temer o futuro.

Ainda não sei em que grupo me encontro...só sei que a ressaca é pesada e dura muito mais do que eu pensava.

Ah e o Laissez-faire, laissez-passer é... aff procurem do google! rs