quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A vida que se leva.

Você sempre teve sonhos, cursou a faculdade que você sempre quis e tudo deu certo por uns lindos 5 anos. E agora José?

Agora você acorda e está na casa dos seus pais, o que é um tanto incomodo para você e para eles também, ou só sinto isso e faz parte de toda a loucura. Não satisfeito, ao olhar para a sua mesa de estudos está lá aquele boleto do concurso público, que você jurou que não ia fazer a faculdade inteira, rindo e te chamando de desesperado. Ta bem, o ambiente caseiro não está fazendo bem vamos sair de casa.

Cara, você trabalha. Tudo bem que você trabalha novamente no seu primeiro emprego e que as coisas não mudaram muito por lá desde então, assim você tem mais responsabilidades agora e sente que pode ajudar mais. Ao mesmo tempo você não sabe se vale à pena gastar energia nisso porque por lá os funcionários que duram mais de um ano ganham um prêmio de permanência infinita. Não o local é bom, clima ótimo, mas sei lá as pessoas querem sempre algo na sua área e quem contrata ainda não entendeu como faz isso de colocar uma pessoa de comunicação trabalhando com comunicação. Mas vamos ganhando uma grana e mudando de área vamos para os relacionamentos.

Normalmente meu estado civil se resumia a solteira, rolo, namoro e solteira. Mas de uns tempos para cá resolvi experimentar algo mais moderno. E tem funcionado, teoricamente, muito bem. Só falha num ponto, eu não sou tão moderna como deveria ser. Uso bem todas as redes sociais, lido bem com o pacote Office, leio meus emails, adoro o twitter, mas para relacionamentos parei no século passado. Na verdade, se as coisas iam bem lá ao modelo Romeu e Julieta porque mudar?! Sei que os tempos são outros, internet tem se mostrado um grande vilão e quem sabe se existisse facebook na época de Capitu e Bentinho não teria rolado aquela suspeita toda sobre a infidelidade. E eu to me esforçando para me adaptar, pois se não acharem a Terra Nova em breve vai ser dessa forma que eu vou me relacionar daqui para frente ou eu arrumo um namorado de 80 anos. Não estou considerando o namorado de 80 anos, ainda.

E sabe o que mais me conforta sobre tudo isso?! É que eu olho para o lado e vejo que eu estou só num degrau para continuar evoluindo e percebo que alguns estão ali sem lutar para sair. Eu não vou mentir e dizer que estou adorando, que esta sendo motivador estar vivendo nessa merda toda porque não está, mas vejo um futuro legal ali na frente.

Boa sorte para nós recém-formados, semi-desempregados e que moram na casa de seus pais!

2 comentários:

João disse...

been there, done that. o lado bom: é tudo uma fase. o lado ruim: é uma fase chata como aquela da água no super-mario.

Eddye disse...

Até o que nos acontece agora e que nos faz pensar "este presente não me pertence" está aí para fortalecermos nosso futuro. Se chegarmos diretamente onde queremos, sem essas partes tortas, não vai rolar aquele valor e aquele ar e aquela vontade de dizer "É, demorou mas finalmente deu certo."

Ótimo texto! Só nao precisava lembrar da Capitu, o periodo escolar referente a ela rendeu meu primeiro vermelho rsrs..
bjo lindeza